Portugal achou um jeito bem particular de homenagear sua fábrica de descobridores (sim, pois foram eles que começaram a conquista do mundo no tempo das Grandes Navegações). O Padrão dos Descobrimentos, localizado à beira do rio Tejo na Freguesia de Belém, que pertence ao Distrito de Lisboa, foi erguido em 1940. O primeiro monumento era feito de um material perecível e acabou sendo substituído duas décadas depois pelo que se encontra lá até hoje, feito de cimento e pedra.

O monumento tem 56 metros de altura, 20 de largura e 46 de comprimento. Só a título de comparação, a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, tem 38 metros. Trata-se de uma grande caravela com três grandes velas, na qual estão embarcados 32 figuras ligadas à história dos descobrimentos. Entre os mais conhecidos, especialmente pelos brasileiros, estão Pedro Álvares Cabral, Vasco da Gama e Luís Vaz de Camões. A estátua na proa da caravela representa o Infante Dom Henrique de Avis, a mais importante figura durante a época das descobertas, por ser um grande incentivador das navegações junto ao rei de Portugal. Ele segura a réplica de uma caravela.

A impressão que se tem é que eles (estátuas) estão nervosas, querendo enxergar por cima da cabeça dos demais o que se avista logo a frente: A terra prometida?

O Padrão dos Descobrimentos é parada obrigatória para quem vai para Lisboa, o cartão-postal da cidade. Aliás, toda a região da Freguesia de Belém à beira do Tejo é imperdível, visto que ali estão outros importantes pontos turísticos da região, como o Mosteiro dos Jerônimos e a Torre de Belém. Nas cercanias também fica a loja dos Pasteis de Belém originais, que existem desde 1837.

Observar a vista do Tejo daquele local, por si só, já vale a visita. Além disso, é um dos melhores pontos para contemplar a Ponte 25 de Abril, a mais importante de Lisboa (e do Tejo), que liga a capital Portuguesa a freguesias e distritos do Sul do país.

Lugar ideal para relaxar depois da caminhada até a Torre de Belém, que fica na direção oposta da foto. no verão, lugares a sombra são disputados

Em dias de Sol, os arredores do monumento viram point para encontros ou apenas para observar e fazer passar o tempo de forma agradável 🙂

Mediante a compra de ingresso, é possível entrar no monumento e subir até o terraço que fica no topo. Além disso, no subsolo, há duas salas com exposições que rememoram a história dos descobrimentos. A visitação interna está aberta o ano todo (com exceção dos feriados de Natal, Ano Novo e Dia do Trabalhador), das 10h às 18h no inverno e até as 19h no verão. O ticket custa meros 4 EUR e há desconto para estudantes e idosos – mas eu confesso que nunca paguei para entrar, apesar de já ter estado no local diversas vezes… quem sabe, numa próxima.

À frente do monumento, no chão, uma rosa-dos-ventos gigantesca (com 50 metros de diâmetro!) está representada. Ali também está o mapa mundi com a data em que os portugueses desembarcaram em cada canto do planeta. É impossível não se render a uma foto literalmente sentado no Brasil (ou em qualquer outro canto do mapa que venha a calhar).

O mapa do mundo com as caravelas portuguesas a chegar nos quatro cantos do planeta

SERVIÇO:

O quê? Padrão dos Descobrimentos

Onde? Lisboa, na freguesia* de Belém

Quando? A parte externa está sempre disponível para visitação. A parte interna (mirante e exposições) funciona todos os dias, com exceção de feriados, das 10h às 18h no inverno e até as 19h no verão

Quanto? A visitação à parte externa é gratuita. Para entrar no monumento, paga-se 4 EUR (adultos) e há descontos para estudantes e idosos

 

* Freguesia é como os portugueses denominam os bairros, pois a distribuição municipal é diferente da brasileira

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