Nem todo mundo conhece Edvard Munch pelo sobrenome. Menos pessoas ainda sabem que ele era norueguês. Agora, se falar o nome da obra mais famosa que ele pintou ou, ainda, se colocar as duas mãos pressionando as bochechas e abrir a boca em forma oval imitando a expressão do personagem principal do quadro, daí as pessoas vão dizer: “Ahhhh, o cara que pintou O Grito”.

Para quem ficou na dúvida, aqui está “O Grito”. Em norueguês, chama-se “Skrik”. Imagem retirada do Site do Museu Munch

Há quatro cópias d’ O Grito no mundo. Duas deveriam estar no Museu Munch e outra na Galeria Nacional de Oslo. A quarta cópia pertence a uma coleção particular e é conhecida por ser a pintura mais cara da história arrematada em um leilão – o colecionador pagou quase 120 milhões de dólares pela peça. Um detalhe importante: Todas as cópias do quadro são originais. Isso porque Munch ficou famoso ainda vivo. Como a primeira cópia vendeu bem, ele decidiu pintar mais três. Venderam também. Garoto esperto.

Valeria a pena visitar o museu só para ver de perto a obra que é tão famosa quanto a Monalisa. O problema é que as duas cópias que deveriam estar em exposição no Museu Munch não estão mais abertas para visitação pública. Isso porque o museu vai passar por um reforma e parte da coleção já começou a ser realocada. O novo prédio fica pronto em 2018. Um decepção para quem sempre quis admirar o quadro de perto (tipo eu!).

O Munch Museu fica em Oslo, capital da Noruega. É bem fácil chegar lá a pé oriundo do Centro – eu sempre considero que o centro de uma cidade europeia (com exceção de Berlin, é claro) fica no entorno da estação central de trem. Uns 20 minutos de caminhada, sendo que parte dela, é ladeira acima, e já está. Mas dá também para pegar qualquer tram que passe por Tøyen ou, então, pedalar até lá. A entrada custa 100 NOK para adultos e 60 NOK para estudantes. O museu abre todos os dias da semana sempre das 10h às 16h.

Apesar d’ O Grito não estar lá, a obra de Munch não se resume ao seu mais famoso quadro. Ele pintou muita coisa, sempre no estilo Expressionista (ele é um dos precursores do movimento artístico), com cores vivas e traços marcantes. É uma delícia passear em meio as obras do museu, que, além dos quadros de Munch, sempre conta com alguma outra exposição itinerante.

O museu é pequeninho, até porque só tem um artista principal em cartaz (e haja pintura para preencher todas as paredes de um museu! Munch tá de parabéns!). Em menos de uma hora (no máximo duas, se a pessoa foi um grande admirador), dá para vencer as cerca de 100 imagens em exposição.

Não tinha “O Grito”, mas a gravura do centro lembra o famoso quadro (e pode ter até sido rascunho ou inspiração). “Alpha and Omega: Alpha’s despair” foi pintada entre 1908-09. “O Grito” é de 1910

À direita, “Eye in eye”. À esquerda, “Red Virginia Creeper”. Dá pra reconhecer Munch de olhos fechados… oh, wait…

“The wedding of the Bohemian”: O melhor desse quadro é que conta um história. O boêmio casa-se nessa pintura. Mais adiante na exposição, há outra obra que mostra o funeral do tal boêmio. Aliás, essa é uma constante de Munch: Ir e voltar e contar histórias através de seus quadros, através do tempo.

A exposição dos quadros de Munch está dividida em nove capítulos. Logo na entrada, após passar pelo raio-x da segurança, estão a disposição livros com o nome das obras, que estão numeradas. É proibido entrar de mochila, mas pode fotografar à vontade (sem flash, por favor!). Também vale a pena visitar a lojinha do museu, seja na entrada ou na saída, já que fica logo ao lado da bilheteria. Tem vários souvenirs com imagens da obra dos artista, não apenas camisetas, mas também material escolar (o que eu achei bem útil).

AMEI esse piso e a diferença de tamanhos e cores dos armários onde se guardam os pertences. Paga nada para deixar as coisas ali

SERVIÇO:

O quê? Munch Museu

Onde? Oslo, Noruega

Quanto? 100 NOK para adulto, 60 NOK para estudante

Quando? Aberto todos os dias da semana, das 10h às 16h (fecha em algumas datas comemorativas)

 

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